quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Reflita acerca da influência das crenças e religiões nos processos decisórios
Este artigo instiga o leitor a refletir acerca da influência das crenças e religiões nos processos decisórios, políticos, sociais e organizacionais.São abordadas estratégias para a gestão de pessoas e equipes que tem como característca a forte influencia da religião no ambiente de trabalho.Veja mais,,,
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Natal: data para reflexões
Natal: o menino Jesus e as religiões
Para algumas entidades religiosas, como as de origem cristã, o Natal é o período mais importante do ano. A data comemorativa é marcada por reflexões sobre o nascimento de Jesus Cristo. Porém, para outras religiões, o dia é tido como outro qualquer do ano, sem se submeter a rituais característicos do período.
Os católicos, que representam grande parte da população brasileira, vivem um momento de preparação para comemorar o aniversário de Jesus, como a realização de missas e novenas. “O Natal começa na vigília, que é a celebração nas igrejas do nascimento de Jesus”, diz o padre José Maria Ribeiro, vigário da paróquia de Santa Rita.
De acordo com o padre, o Natal tem sentido de solidariedade para os católicos. “No Natal, celebramos e conquistamos a solidariedade de Jesus para conosco”, conta. Outro ritual da época é a ceia, que as famílias costumam realizar no dia de Natal. “A ceia é para lembrar o grande exemplo que mudou a história da humanidade, quando Jesus veio para acabar com a fome dos homens”. Leia texto completo...
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Presidente de Portugal defende liberdade religiosa
Cavaco defende liberdade religiosa e diz que diálogo entre religiões é necessário à Europa
Na sua qualidade de candidato às presidenciais de 23 de janeiro de 2011, Cavaco Silva almoçou hoje com representantes de várias comunidades religiosas, num restaurante de Lisboa.
"Sou cristão, como sabeis. Entendo que todas as religiões do bem nos aproximam de Deus. Acredito firmemente que todas elas fazem parte do plano de Deus para abrir as portas a uma nova era de esperança. Sinto-me, por isso, em casa quando me encontro com os crentes das religiões do bem", declarou, no início da sua intervenção.
De Inês Escobar Lima (LUSA) – Há 2 horas
Lisboa, 22 dez (Lusa) -- O Presidente da República e candidato presidencial, Cavaco Silva, defendeu hoje a liberdade religiosa, num discurso em que citou o Talmude, o Alcorão e Gandhi, e considerou que o diálogo entre religiões é necessário à Europa.Na sua qualidade de candidato às presidenciais de 23 de janeiro de 2011, Cavaco Silva almoçou hoje com representantes de várias comunidades religiosas, num restaurante de Lisboa.
"Sou cristão, como sabeis. Entendo que todas as religiões do bem nos aproximam de Deus. Acredito firmemente que todas elas fazem parte do plano de Deus para abrir as portas a uma nova era de esperança. Sinto-me, por isso, em casa quando me encontro com os crentes das religiões do bem", declarou, no início da sua intervenção.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Louvação à Iemanjá e lavagem da escadaria são atrações em Corumbá no final do ano
A passagem de ano em Corumbá será marcada pelas tradicionais festividades que unem o catolicismo e as religiões de matriz africana. A programação de atividades prevê, a partir de 30 de dezembro, missa solene; atos de lavagem da escadaria da Igreja Nossa Senhora da Candelária; louvação à Iemanjá no Porto Geral e queima de fogos no morro do Cruzeiro.
Na quinta-feira, dia 30, a partir das 19 horas acontece a missa reunindo representantes das religiões católicas e africanas, seguida pela lavagem da escadaria da Matriz. O grupo de candomblé conduz o ritual. As iabás (mulheres que recebem orixás femininos) purificam a entrada da Igreja com água benta, ervas de cheiro (como alecrim, alfazema e manjericão) e flores. Na Bahia, a Lavagem do Bonfim é considerada a segunda maior manifestação popular e a principal festa religiosa. Teve início em 1754, quando a imagem do Senhor Crucificado foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a sua própria Igreja, na Colina Sagrada. A tradição nasceu do trabalho dos escravos e foi proibida pela Arquidiocese de Salvador, em 1889, mas voltou a ser realizada nos anos 50.
Na sequência da lavagem da escadaria, começam, na prainha do Porto Geral, os rituais à beira do rio Paraguai dedicados à rainha das águas Iemanjá. Essa mesma celebração se repete na sexta-feira, dia 31 de dezembro. Na hora da virada do ano, um show pirotécnico, aos pés da imagem do Cristo Rei do Pantanal, no morro do Cruzeiro vai saudar a chegada de 2011. Leia mais...
Na quinta-feira, dia 30, a partir das 19 horas acontece a missa reunindo representantes das religiões católicas e africanas, seguida pela lavagem da escadaria da Matriz. O grupo de candomblé conduz o ritual. As iabás (mulheres que recebem orixás femininos) purificam a entrada da Igreja com água benta, ervas de cheiro (como alecrim, alfazema e manjericão) e flores. Na Bahia, a Lavagem do Bonfim é considerada a segunda maior manifestação popular e a principal festa religiosa. Teve início em 1754, quando a imagem do Senhor Crucificado foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a sua própria Igreja, na Colina Sagrada. A tradição nasceu do trabalho dos escravos e foi proibida pela Arquidiocese de Salvador, em 1889, mas voltou a ser realizada nos anos 50.
Na sequência da lavagem da escadaria, começam, na prainha do Porto Geral, os rituais à beira do rio Paraguai dedicados à rainha das águas Iemanjá. Essa mesma celebração se repete na sexta-feira, dia 31 de dezembro. Na hora da virada do ano, um show pirotécnico, aos pés da imagem do Cristo Rei do Pantanal, no morro do Cruzeiro vai saudar a chegada de 2011. Leia mais...
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Santa Sé critica repressão religiosa na China
A Santa Sé lamentou hoje a realização de uma assembleia de “representantes católicos na China”, sem autorização do Vaticano, criticando duramente a “atitude repressiva” de Pequim em relação às religiões.
Em comunicado oficial, a Santa Sé considera que esta reunião foi “imposta a vários bispos, padres, religiosos e leigos” e fala em “actos inaceitáveis e hostis” por parte do regime comunista, em relação à Igreja Católica.
Para os responsáveis do Vaticano, trata-se de uma “grave violação” dos direitos humanos, em particular da liberdade “de religião e de consciência” de todo os que foram “forçados a tomar parte na assembleia”.
A oitava assembleia de representantes católicos chineses decorreu em Pequim, de 7 a 9 de Dezembro, apesar da oposição da Santa Sé e da resistência de muitos católicos do país.
Durante as reuniões, foi eleito o presidente nacional da assembleia patriótica católica (APC), controlada por Pequim, e o presidente do conselho dos bispos chineses, dois organismos que tentam edificar uma Igreja independente da autoridade do Papa.
Para a Santa Sé, tanto esta assembleia como uma recente ordenação episcopal sem mandato pontifício “prejudicaram, unilateralmente, o diálogo e o clima de confiança que tinha sido estabelecido” nas relações entre os dois Estados.
Reafirmando o seu “desejo de dialogar” de forma honesta, os responsáveis do Vaticano assinalam que “actos inaceitáveis e hostis como os mencionados provocam uma grave perda de confiança”.
A Santa Sé aponta o dedo ao “persistente desejo de controlar a área mais íntima da vida dos cidadãos, nomeadamente a sua consciência” e pede que a China não interfira “na vida interna da Igreja Católica”, algo que, do seu ponto de vista, retira “crédito” ao país.
Segundo o referido comunicado oficial, estas tentativas são um “sinal de medo e fraqueza”, de “intolerância intransigente”.
A APC foi criada em 1957, para evitar "interferências estrangeiras", em especial do Vaticano, e para assegurar que os católicos viviam em conformidade com as políticas do Estado.
A Santa Sé defende que a recente assembleia tornou “mais difícil” o caminho de reconciliação entre os católicos das “comunidades clandestinas” e os das “comunidades oficiais”.
Sublinhando que “não pode reconhecer o conselho dos bispos da China como uma conferência episcopal”, o Vaticano lamenta que um bispo “ilegítimo” (Ma Yinglin) tenha sido nomeado como seu presidente, classificando como “deplorável”, por outro lado, o facto de o presidente da APC (Fang Xinyao) ser um bispo reconhecido por Roma.
fonte: Agência Ecclesia
Em comunicado oficial, a Santa Sé considera que esta reunião foi “imposta a vários bispos, padres, religiosos e leigos” e fala em “actos inaceitáveis e hostis” por parte do regime comunista, em relação à Igreja Católica.
Para os responsáveis do Vaticano, trata-se de uma “grave violação” dos direitos humanos, em particular da liberdade “de religião e de consciência” de todo os que foram “forçados a tomar parte na assembleia”.
A oitava assembleia de representantes católicos chineses decorreu em Pequim, de 7 a 9 de Dezembro, apesar da oposição da Santa Sé e da resistência de muitos católicos do país.
Durante as reuniões, foi eleito o presidente nacional da assembleia patriótica católica (APC), controlada por Pequim, e o presidente do conselho dos bispos chineses, dois organismos que tentam edificar uma Igreja independente da autoridade do Papa.
Para a Santa Sé, tanto esta assembleia como uma recente ordenação episcopal sem mandato pontifício “prejudicaram, unilateralmente, o diálogo e o clima de confiança que tinha sido estabelecido” nas relações entre os dois Estados.
Reafirmando o seu “desejo de dialogar” de forma honesta, os responsáveis do Vaticano assinalam que “actos inaceitáveis e hostis como os mencionados provocam uma grave perda de confiança”.
A Santa Sé aponta o dedo ao “persistente desejo de controlar a área mais íntima da vida dos cidadãos, nomeadamente a sua consciência” e pede que a China não interfira “na vida interna da Igreja Católica”, algo que, do seu ponto de vista, retira “crédito” ao país.
Segundo o referido comunicado oficial, estas tentativas são um “sinal de medo e fraqueza”, de “intolerância intransigente”.
A APC foi criada em 1957, para evitar "interferências estrangeiras", em especial do Vaticano, e para assegurar que os católicos viviam em conformidade com as políticas do Estado.
A Santa Sé defende que a recente assembleia tornou “mais difícil” o caminho de reconciliação entre os católicos das “comunidades clandestinas” e os das “comunidades oficiais”.
Sublinhando que “não pode reconhecer o conselho dos bispos da China como uma conferência episcopal”, o Vaticano lamenta que um bispo “ilegítimo” (Ma Yinglin) tenha sido nomeado como seu presidente, classificando como “deplorável”, por outro lado, o facto de o presidente da APC (Fang Xinyao) ser um bispo reconhecido por Roma.
fonte: Agência Ecclesia
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
RELIGIÃO: livro escrito a oito mãos traz 60 poemas e ilustrações da vida de Jesus Cristo
| Os padres Antonio Bogaz, Brás Lorenzetti e Rodinei Thomazella, e o professor João Henrique Hansen são os autores do livro “Jesus Cristo, Filho de Deus, Divina Misericórdia” |
Rodrigo Salles
Uma das maiores religiões do mundo, o cristianismo tem bilhões de seguidores sendo Jesus Cristo seu maior pilar de fé e redenção. Com esse pensamento em mente, os padres Antonio Bogaz, Brás Lorenzetti e Rodinei Thomazella e o professor João Henrique Hansen reuniram no livro “Jesus Cristo, Filho de Deus, Divina Misericórdia” 60 poemas e 60 ilustrações inspiradas na vida do filho de carpinteiro nascido há mais de 2 mil anos.
A obra será oficialmente lançada na sexta-feira (17), a partir das 20 horas, em evento no Santuário da Boa Morte (Rua 10 com Avenidas 7 e 9). No dia 22 também haverá uma vernissage no município de Quarro Barras (PR), terra do padre Thomazella.
Após o lançamento, o livro poderá ser adquirido por R$ 20,00 na Paróquia Nossa Senhora da Saúde ou na sede da TV Claret. A renda será revertida para obras assistenciais.
Padre Bogaz conta que o livro é uma espécie de continuação de uma outra coletânea de poemas, “Maria, Mãe de Deus, Beleza Infinita”. A produção dos textos teve início em meados de 2006. “A ideia do livro nasceu de uma provocação de uma amiga, Mônica Diez. Quando lançamos o livro de poemas e imagem de Nossa Senhora (Maria, Mãe de Deus, beleza infinita), ela nos disse: Ficou muito lindo, mas agora tem que fazer um livro de poesias e imagens para homenagear Jesus Cristo”, lembra o sacerdote.
O processo de criação dos poemas foi totalmente coletivo. Durante mais de quatro anos, os autores se corresponderam freneticamente, compondo, revisando e aprovando os textos. “Nenhum dos poemas foi selecionado sem a aprovação unânime de todos os quatro”, explica Bogaz.
Thomazella explica que foi um trabalho de alguns anos, desde que começaram a escrever. “Escrever exige inspiração e exige comunhão de sentimentos. Cada poema nasce de conversas entre nós, discussão sobre temas interessantes e verbalização de frases que podiam ser linhas-mestras do poema. Como muita gente pedia cópia dos poemas que recitávamos nos programas de rádio e televisão, foi-nos sugerido publicar um livro”, conta, fazendo alusão a programas religiosos da TV Claret e da emissora Século 21.
O padre claretiano Lorenzetti afirma que os poemas são tirados da vivencia espiritual da fé cristã e podem ajudar muito a vida das pessoas, no sentido de uma verdadeira luz para quem tem na fé um elemento importante na vida. “O livro nasceu de nosso coração. São textos simples e inspirados, que brotaram de nossa própria fé. Todos nós temos grandes sentimentos. O mais difícil é expressá-los externamente. Mais ainda, o mais delicado é torná-los públicos, sobretudo em forma de poesia e prosa”, emenda o padre Thomazella.
Na visão do professor Hansen, a inspiração para o livro é o próprio amor em Cristo. “Deus é amor, Jesus veio ao mundo e ensinou que devemos amar uns aos outros. Aprendemos a lição, sabemos o que é o verdadeiro amor. A inspiração vem do nosso dia a dia, da nossa experiência de amor, que se encontra desde que nascemos no nosso coração. Nos inspiramos nas flores, no universo inteiro cheio de estrelas, nas crianças, nas canções, na água azul do nosso planeta, nas orações, na vida que nos foi dada e na própria poesia, pois falar de Cristo já é poesia e escrevê-la já é uma mera poesia, pois isso já é o amor”, resume.
Bogaz recomenda o livro para pessoas que precisam renovar sua fé em Cristo. “O livro traz poemas inspirados por nossa fé e nossa esperança em Jesus Cristo. A fé em Jesus Cristo é fonte de vida, de alegria, de perseverança nas dificuldades e desejo de fazer o bem. Os poemas devem ajudar as pessoas sensíveis e fiéis a se aproximarem de Jesus Cristo e assim viverem melhor a paz e a fraternidade”, conclui o sacerdote.
A dedicatória do livro é para Evellin Müller e Jac Torres, cujas colaborações foram imprescindíveis para a realização da obra. Os autores também prestam agradecimentos a Hercílio de Lorenzi, proprietário da Editora Escala, empresa que gentilmente imprimiu os exemplares a baixo custo.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
A religião é uma força ideológia poderosa
A Consultor Jurídico publica, nesta sexta-feira (10/12), a transcrição da entrevista do crítico literário e cultural irlndês Terry Eagleton, concedida ao jornalista Sílio Boccanera, do programa Milênio, da Globo News, no dia 10 de novembro, durante a Flip - Festa Literária de Paraty. O Milênio é um programa do canal de televisão por assinatura Globonews, que entrevista pensadores do mundo inteiro sobre os mais diversos assuntos. Vai ao ar às 23h30 de segunda-feira, com repetições às 3h30, 11h30 e 17h30 de terça-feira, às 5h30 de quarta e às 7h05 de domingo.
Leia entrevista completa
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Pesquisa feita no semiárido nordestino mostra que, de simples ato de ir à igreja, religião se torna atividade repleta de simbolismos.
Agência Notisa - Baseado em uma pesquisa de campo, realizada entre os anos 2000 e 2005 na cidade de Catingueira, na Paraíba, o estudo “Tornando-se adulto: uma abordagem antropológica sobre crianças e religião”, publicado na revista Religião & Sociedade de julho de 2010, analisou as percepções de crianças de diversas faixas etárias acerca das atividades religiosas das quais participam.
A autora Flávia Pires, antropóloga e professora adjunta do departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), escreveu o artigo a partir da análise de 297 desenhos e redações produzidos por crianças de três a 13 anos de idade, com o tema “A Minha Religião”. Ela percebeu que a maioria dos desenhos sempre contava com a representação de uma igreja.
Segundo Flávia, a forma como as crianças representavam essa instituição variava de acordo com a faixa etária. “Nos primeiros anos pesquisados os desenhos apresentam a igreja ‘solta’ na folha de papel, sem qualquer outro desenho associado. Com o passar dos anos a igreja vai frequentemente aparecer acrescida de elementos contextuais, dos quais se destaca a cidade que a rodeia, com sua praça, cruzeiro, ruas”, diz a pesquisadora, evidenciando a forte relação entre igreja e sociabilidade estabelecida na mente infantil. Muitas crianças, na faixa de 10 a 13 anos, relatavam ir à igreja com amigos ou colegas. Flávia Pires cita o desenho de um menino de 10 anos, que representou “Minha Religião” como um grande castelo onde havia pessoas em cada torre. Quando questionado sobre como seu desenho associava-se à religião, ele disse: “tem gente. E é bonito”, conta a antropóloga, reproduzindo a resposta do garoto.
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A autora Flávia Pires, antropóloga e professora adjunta do departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), escreveu o artigo a partir da análise de 297 desenhos e redações produzidos por crianças de três a 13 anos de idade, com o tema “A Minha Religião”. Ela percebeu que a maioria dos desenhos sempre contava com a representação de uma igreja.
Segundo Flávia, a forma como as crianças representavam essa instituição variava de acordo com a faixa etária. “Nos primeiros anos pesquisados os desenhos apresentam a igreja ‘solta’ na folha de papel, sem qualquer outro desenho associado. Com o passar dos anos a igreja vai frequentemente aparecer acrescida de elementos contextuais, dos quais se destaca a cidade que a rodeia, com sua praça, cruzeiro, ruas”, diz a pesquisadora, evidenciando a forte relação entre igreja e sociabilidade estabelecida na mente infantil. Muitas crianças, na faixa de 10 a 13 anos, relatavam ir à igreja com amigos ou colegas. Flávia Pires cita o desenho de um menino de 10 anos, que representou “Minha Religião” como um grande castelo onde havia pessoas em cada torre. Quando questionado sobre como seu desenho associava-se à religião, ele disse: “tem gente. E é bonito”, conta a antropóloga, reproduzindo a resposta do garoto.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Umbanda
Umbanda é uma religião formada dentro da cultura religiosa brasileira que sincretiza vários elementos, inclusive de outras religiões como o catolicismo, o espiritismo e as religiões afro-brasileiras.
Os conceitos aqui relatados podem diferir em alguns tópicos por se tratar de uma visão generalista e enciclopédica. Por se tratar de um conjunto religioso com várias ramificações, as informações aqui expostas buscam informar aos leitores da forma mais abrangente possível e sem discriminação ou preconceitos, pois todas as "Umbandas" têm suas razões de existir e de serem cultuadas. Leia mais...
Os conceitos aqui relatados podem diferir em alguns tópicos por se tratar de uma visão generalista e enciclopédica. Por se tratar de um conjunto religioso com várias ramificações, as informações aqui expostas buscam informar aos leitores da forma mais abrangente possível e sem discriminação ou preconceitos, pois todas as "Umbandas" têm suas razões de existir e de serem cultuadas. Leia mais...
sábado, 4 de dezembro de 2010
Jainismo
A palavra jainismo é derivada de uma palavra em sânscrito "Jina" que significa literalmente "o conquistador" ou "o vitorioso". O jainismo ensina a seus seguidores que se abstenham das tentações mundanas, superando as suas paixões e desejos de cobiça, luxúria, a ira e o ego. Aqueles que perseguem os ensinamentos do Jainismo são chamados jainistas. Os seguidores do Jainismo acreditam em 24 Tirthankara (Fordmakers ou reformadores) de Rishabhdev Bhagavan para Mahatama Mahavira. Tirthankara não eram uma encarnação de Deus, mas eram modelos oniscientes. Eram almas ordinárias em estado puro e desenvolvidos. A palavra Tirthankara é dado a eles, pois seus ensinamentos fornecem um "val" ou "caminho", através do qual consegue-se alcançar a direção para a salvação das almas. Os reformadores são humanos, mas são dotados de qualidades sobre-humanas. O ensinamento fundamental do Jainismo é Ahisma (não-violência) em todos os aspectos da vida humana.
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Budismo
Gautama Buda (563 - 483 aC) (Sidarta)Informações Gerais
Buda foi um hindu, nascido no norte da Índia.
Ele formou uma escola religiosa de pensamento que foi concebida essencialmente para reformar o Bramanismo (hinduísmo), e especialmente para derrubar o sistema de castas.
Sidarta Gautama nasceu como filho de um príncipe.
Ele cresceu em riqueza e luxo e foi casado.
Meditando sobre os males do mundo foi levado a abandonar a sua esposa, seus filhos, e suas riquezas e de vaguear pela Índia como um mendigo em busca da verdade. Depois de muitos anos levando uma vida nômade e de meditação, ele encontrou o que pensava ser a verdade.
O povo passou a chamar-lhe então de o "iluminado".
Eles anotavam seus ditos e assim mais tarde foi estabelecido um cânone.
O budismo recorreu sobretudo aos pobres e analfabetos que não podiam compreender os doutos ensinamentos de Confúcio. Ele ensinou que a vida era sofrimento, que o sofrimento era causado pelo desejo, e que se devia superar o desejo mundano para se conquistar a paz e felicidade.
Ele ensinou paciência, bondade e misericórdia para todos. Leia mais...
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro
| Filipenses (1,20-24)20 Meu ardente desejo e minha esperança são que em nada serei confundido, mas que, hoje como sempre, Cristo será glorificado no meu corpo (tenho toda a certeza disto), quer pela minha vida quer pela minha morte. 21 Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. 22 Mas, se o viver no corpo é útil para o meu trabalho, não sei então o que devo preferir. 23 Sinto-me pressionado dos dois lados: por uma parte, desejaria desprender-me para estar com Cristo - o que seria imensamente melhor; 24 mas, de outra parte, continuar a viver é mais necessário, por causa de vós... Quero iniciar a mensagem de reflexão a partir destas palavras de Paulo aos filipenses. Para refletir o desejo ardente daqueles que esperam ansiosamente a volta de Jesus e a gloria eterna. Quando estamos acometidos de certas doenças terminais e que sofremos muito, um dos desejos é o descanso definitivo. Viver é bom desde que estejamos bem. Desde que possamos desfrutar da vida com saúde física e psicológica. Se assim não for, a vida passa a ser um eterno sofrimento. Pois bem, aquele que acredita piamente na vida eterna nestes momentos (doença) morrer é a alegria da restauração da vida. Na carta aos Romanos ( 8, 18-23 ) Paulo diz que os sofrimentos do tempo presente não tem proporção com a gloria que deve ser revelada em nós, pois a criação espera com impaciência a revelação dos filhos de Deus. Estas palavras de Paulo se completam no texto iniciado na reflexão. Pois bem, quando vemos o mundo como está, a falta de amor, a violência, a falta de humanidade certamente ficamos ansiosos para que a gloria de Deus se revele o quanto antes, para que realmente possamos transpassar por este estado de coisas. Jesus também fala que quando vermos tantas coisas acontecendo é para que não nos assustássemos que ainda não era o fim, apenas o inicio dele. Frase esta que se partirmos das primícias que o sofrimento leva as pessoas ansiarem pela vinda de Jesus, o sofrimento coletivo também serve para que os cristãos anseiem e clamam veemente para que Jesus volte logo. O verdadeiro cristão é aquele que não olha apenas para si, mas se compadece com o sofrimento do outro. É aquele que não se compraz com a violência, com o desamor, a falta de respeito pelo próximo. Sente em suas próprias entranhas o sofrimento de cristo no irmão, e desta forma, quando olha para frente e não consegue ver horizonte se coloca diante de Deus e pede constantemente que Ele venha e possa então restaurar a humanidade. Porem, enquanto Ele não vem continuamos nossa luta em favor da vida, profetizando e agindo através de obras motivadas pela fé, tendo o mesmo sentimento e certeza de Paulo. “Não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em mim.” | ||||
Ataíde Lemos |
fonte: Ataide Lemos
A Religião
A Religião (do latim: "religio" usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar") pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças.
A raiz da palavra Religião tem ligações com o -lig- de diligente ou inteligente ou com le-, lec-, -lei, -leg- de "ler", "lecionar", "eleitor" e "eleger" respectivamente. o re- iniciar é um prefixo que vem de red(i) "vir", "voltar" como em "reditivo" ou "relíquia" [1]
A palavra "religião" foi usada durante séculos no contexto cultural da Europa, marcado pela presença do cristianismo que se apropriou do termo latino religio. Em outras civilizações não existe uma palavra equivalente. O hinduísmo antigo utilizava a palavra rita que apontava para a ordem cósmica do mundo, com a qual todos os seres deveriam estar harmonizados e que também se referia à correcta execução dos ritos pelos brâmanes. Mais tarde, o termo foi substituído por dharma, termo que atualmente é também usado pelo budismo e que exprime a idéia de uma lei divina e eterna. Rita relaciona-se também com a primeira manifestação humana de um sentimento religioso, a qual surgiu nos períodos Paleolítico e Neolítico, e que se expressava por um vínculo com a Terra e com a Natureza, os ciclos e a fertilidade. Nesse sentido, a adoração à Deusa mãe, à Mãe Terra ou Mãe Cósmica estabeleceu-se como a primeira religião humana. Em torno desse sentimento formaram-se sociedades matriarcais centradas na figura feminina e suas manifestações.[2] Ainda entre os hindus destaca-se a deusa Kali ou A negra como símbolo desta Mãe cósmica. Cada uma das civilizações antigas representaria a Deusa, com denominações variadas: Têmis (Gregos), Nu Kua (China), Tiamat (Babilônia) e Abismo ,(Bíblia).
Segundo o mitologista Joseph Campbell a mudança de uma idéia original da Deusa mãe identificada com a Natureza para um conceito de Deus deve-se aos hebreus e à organização patriarcal desta sociedade. O patriarcalismo formou-se a partir de dois eventos fundamentais: a atividade belicosa de pastoreio de gado bovino e caprino [3] e às constantes perseguições religiosas que desencadeavam o nomadismo e a perda de identidade territorial.[4] Herdado da cultura hebraica, patriarcado é uma palavra derivada do grego pater, e se refere a um território ou jurisdição governado por um patriarca; de onde a palavra pátria. Pátria relaciona-se ao conceito de país, do italiano paese, por sua vez originário do latim pagus, aldeia, donde também vem pagão. País, pátria, patriarcado e pagão tem a mesma raiz.
Historicamente foram propostas várias etimologias para a origem de religio. Cícero, na sua obra De natura deorum, (45 a.C.) afirma que o termo se refere a relegere, reler, sendo característico das pessoas religiosas prestarem muita atenção a tudo o que se relacionava com os deuses, relendo as escrituras. Esta proposta etimológica sublinha o carácter repetitivo do fenómeno religioso, bem como o aspecto intelectual. Mais tarde, Lactâncio (século III e IV d.C.) rejeita a interpretação de Cícero e afirma que o termo vem de religare, religar, argumentando que a religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus.
No livro "A Cidade de Deus" Agostinho de Hipona (século IV d.C.) afirma que religio deriva de religere, "reeleger". Através da religião a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual se tinha separado. Mais tarde, na obra De vera religione Agostinho retoma a interpretação de Lactâncio, que via em religio uma relação com "religar".
Macróbio (século V d.C.) considera que religio deriva de relinquere, algo que nos foi deixado pelos antepassados.
Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer conjunto de crenças e valores que compõem a fé de determinada pessoa ou conjunto de pessoas. Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas.
fonte: Wikipedia (leia mais...)
Índice |
[editar] Etimologia
A palavra portuguesa religião deriva da palavra latina religionem (religio no nominativo), mas desconhece-se ao certo que relações estabelece religionem com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao surgimento do cristianismo, religionem referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão.A raiz da palavra Religião tem ligações com o -lig- de diligente ou inteligente ou com le-, lec-, -lei, -leg- de "ler", "lecionar", "eleitor" e "eleger" respectivamente. o re- iniciar é um prefixo que vem de red(i) "vir", "voltar" como em "reditivo" ou "relíquia" [1]
A palavra "religião" foi usada durante séculos no contexto cultural da Europa, marcado pela presença do cristianismo que se apropriou do termo latino religio. Em outras civilizações não existe uma palavra equivalente. O hinduísmo antigo utilizava a palavra rita que apontava para a ordem cósmica do mundo, com a qual todos os seres deveriam estar harmonizados e que também se referia à correcta execução dos ritos pelos brâmanes. Mais tarde, o termo foi substituído por dharma, termo que atualmente é também usado pelo budismo e que exprime a idéia de uma lei divina e eterna. Rita relaciona-se também com a primeira manifestação humana de um sentimento religioso, a qual surgiu nos períodos Paleolítico e Neolítico, e que se expressava por um vínculo com a Terra e com a Natureza, os ciclos e a fertilidade. Nesse sentido, a adoração à Deusa mãe, à Mãe Terra ou Mãe Cósmica estabeleceu-se como a primeira religião humana. Em torno desse sentimento formaram-se sociedades matriarcais centradas na figura feminina e suas manifestações.[2] Ainda entre os hindus destaca-se a deusa Kali ou A negra como símbolo desta Mãe cósmica. Cada uma das civilizações antigas representaria a Deusa, com denominações variadas: Têmis (Gregos), Nu Kua (China), Tiamat (Babilônia) e Abismo ,(Bíblia).
Segundo o mitologista Joseph Campbell a mudança de uma idéia original da Deusa mãe identificada com a Natureza para um conceito de Deus deve-se aos hebreus e à organização patriarcal desta sociedade. O patriarcalismo formou-se a partir de dois eventos fundamentais: a atividade belicosa de pastoreio de gado bovino e caprino [3] e às constantes perseguições religiosas que desencadeavam o nomadismo e a perda de identidade territorial.[4] Herdado da cultura hebraica, patriarcado é uma palavra derivada do grego pater, e se refere a um território ou jurisdição governado por um patriarca; de onde a palavra pátria. Pátria relaciona-se ao conceito de país, do italiano paese, por sua vez originário do latim pagus, aldeia, donde também vem pagão. País, pátria, patriarcado e pagão tem a mesma raiz.
Historicamente foram propostas várias etimologias para a origem de religio. Cícero, na sua obra De natura deorum, (45 a.C.) afirma que o termo se refere a relegere, reler, sendo característico das pessoas religiosas prestarem muita atenção a tudo o que se relacionava com os deuses, relendo as escrituras. Esta proposta etimológica sublinha o carácter repetitivo do fenómeno religioso, bem como o aspecto intelectual. Mais tarde, Lactâncio (século III e IV d.C.) rejeita a interpretação de Cícero e afirma que o termo vem de religare, religar, argumentando que a religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus.
No livro "A Cidade de Deus" Agostinho de Hipona (século IV d.C.) afirma que religio deriva de religere, "reeleger". Através da religião a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual se tinha separado. Mais tarde, na obra De vera religione Agostinho retoma a interpretação de Lactâncio, que via em religio uma relação com "religar".
Macróbio (século V d.C.) considera que religio deriva de relinquere, algo que nos foi deixado pelos antepassados.
Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer conjunto de crenças e valores que compõem a fé de determinada pessoa ou conjunto de pessoas. Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas.
fonte: Wikipedia (leia mais...)
A Jornada para a Outra Vida (parte 1 de 8): Introdução
Introdução
“Gabriel veio até mim e disse, ‘Ó Muhammad, viva como quiser, porque eventualmente você morrerá. Ame a quem desejar, porque eventualmente você partirá. Faça o que quiser, porque você pagará. Saiba que a oração da noite[1] é a honra de um crente e seu orgulho está em não ser dependente dos outros.’” (Silsilah al-Saheehah)
Se existe uma coisa que é certa sobre a vida, é que ela tem um fim. Essa verdade instintivamente levanta uma questão que preocupa a maioria das pessoas pelo menos uma vez em suas vidas: o que existe além da morte?
A nível psicológico, a jornada que o morto empreende é clara para todas as testemunhas. Se considerarmos apenas causas naturais,[2] o coração parará de bater, os pulmões pararão de respirar, e as células do corpo morrerão por falta de sangue e oxigênio. O término do fluxo de sangue para as extremidades externas em breve as tornará pálidas. Com o corte do oxigênio, as células respirarão anaerobicamente por um período, produzindo ácido lático que causa rigor mortis - o endurecimento dos músculos do cadáver. Então, enquanto as células começam a se decompor, o endurecimento se desvanece, a língua fica protuberante, a temperatura cai, a pele descolore, a carne apodrece, e os parasitas têm sua festa – até que tudo que resta são dentes e ossos secos.
Quanto à jornada da alma após a morte, não é algo que possa ser testemunhado, nem medido através de pesquisa científica. Mesmo um corpo vivo, a consciência, ou alma, de uma pessoa não podem ser sujeitos à experimentação empírica. Está simplesmente além do controle humano. Em função disso, o conceito de uma Vida Futura – uma vida além da morte, ressurreição, e um Dia do Juízo; sem mencionar a existência de um Criador Divino, Onipotente, Seus anjos, destino e assim por diante – se encaixam no tema da crença no invisível. A única forma na qual um homem vem a conhecer qualquer coisa do incognoscível é através de revelação divina.
“Ele possui as chaves do incognoscível, coisa que ninguém, além d’Ele, possui; Ele sabe o eu há na terra e no mar; e não cai uma folha (da árvore) sem que Ele disso tenha ciência; não há um só grão, no seio da terra, ou nada verde, ou seco, que não esteja registrado no Livro lúcido.” (Alcorão 6:59)
Embora tudo que chegou até nós da Torá, dos Salmos e do Evangelho – as escrituras reveladas aos profetas anteriores – falem da Vida Futura, apenas através da Revelação Final de Deus à humanidade, o Alcorão Sagrado, como revelado ao seu Último Profeta, Muhammad, nós aprendemos mais sobre a vida futura. E como o Alcorão está, e permanecerá para sempre, preservado e sem corrupção de mãos humanas, o discernimento que ele nos dá do mundo invisível é, para o crente, tão factual, real e verdadeiro como qualquer coisa que possa ser aprendida através de esforço científico (e com margem zero de erro!).
“...Nada omitimos no Livro; então, serão congregados ante seu Senhor.” (Alcorão 6:38)
Associada à questão do que acontece após morrermos, está a pergunta: por que estamos aqui? Por que se de fato não existir propósito para a vida (ou seja, algo maior do que simplesmente viver a vida em si), a questão do que acontece após a morte se torna acadêmica, e até sem sentido. Apenas se aceitarmos que nosso projeto inteligente, ou criação, requer uma inteligência e planejador, um Criador que nos julgará pelo que fazemos, é que a vida na terra tem qualquer sentido significativo.
“Pensais, porventura, que vos criamos por diversão e que jamais retornareis a Nós? Exaltado seja Deus, Verdadeiro, Soberano! Não há mais divindade além d’Ele, Senhor do honorável Trono!” (Alcorão 23:115-116)
No mínimo, uma pessoa com discernimento seria forçada a concluir que a vida na terra está cheia de injustiças, crueldade e opressão; que a lei da selva, sobrevivência do mais forte, é o que conta; que se alguém não tiver felicidade nessa vida, seja devido à ausência de confortos materiais, amor físico, ou outras experiências agradáveis, então a vida simplesmente não vale a pena ser vivida. De fato, é precisamente porque uma pessoa se desespera dessa vida mundana por ter uma fé pequena ou imperfeita, ou mesmo nenhuma fé, em uma vida futura, que ela pode cometer suicídio. Afinal, o que o infeliz, não-amado e não-desejado; o desanimado, (desesperadamente) deprimido e desesperado tem a perder?![3]
“Disse-lhes: E quem desespera a misericórdia do seu Senhor, senão os desviados?” (Alcorão 15:56)
Então, podemos aceitar que a nossa morte está limitada ao mero término fisiológico, ou que a vida é meramente um produto de evolução cega e egoísta? Certamente, existe mais na morte, e o mesmo na vida, do que isso.
Footnotes:
[1] Orações rituais (salat) realizadas voluntariamente à noite após a última (isha) e antes da primeira (fajr) das cinco orações diárias. O melhor momento para fazê-las é no terço final da noite.
[2] Embora um coração possa ser mantido batendo artificialmente, e o sangue bombeado artificialmente, se o cérebro estiver morto, o mesmo vale para o ser como um todo.
[3] De acordo com um relatório das Nações Unidas marcando o ‘Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio’, “Mais pessoas se matam a cada ano do que o total combinado das que morrem por guerras e assassinatos... Em torno de 20 a 60 milhões tentam se matar a cada ano, mas apenas um milhão delas consegue.” (Reuters, 8 de Setembro de 2006)
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Os Prazeres do Paraíso (parte 1 de 2)
A realidade do Paraíso é algo que as pessoas nunca serão capazes de compreender até que elas de fato entrem nele, mas Deus nos deu alguns indícios no Alcorão. Ele o descreveu como um lugar essencialmente diferente da vida desse mundo, tanto em natureza e propósito da vida, quanto nos tipos de prazeres que as pessoas terão. O Alcorão conta às pessoas sobre o Paraíso, que Deus lhes oferece, descreve suas grandes bênçãos, e proclama suas belezas para todos. Ele informa às pessoas que o Paraíso é um dos dois modos de vida preparados para elas na outra vida, e que toda coisa boa será delas no Paraíso em um nível que ultrapassa nossa capacidade presente de imaginar. Ele também mostra que o Paraíso é um lugar onde todas as bênçãos foram criadas perfeitamente e onde será oferecido às pessoas tudo que suas almas e corações desejarão, e que as pessoas serão desprovidas de necessidades, ansiedade ou infelicidade, tristeza ou arrependimento. Todo tipo de beleza e bênção existe no Paraíso e serão revelados com uma perfeição nunca vista ou conhecida antes. Deus preparou tais bênçãos lá como um presente, e elas serão oferecidas somente para as pessoas com quem Ele estiver satisfeito.
Mas qual é a natureza desses prazeres no Paraíso, e como ela é diferente dos prazeres desse mundo? Nós tentaremos destacar algumas dessas diferenças.
Prazer puro sem dor e sofrimento
Embora as pessoas nesse mundo experimentem algum prazer, elas também enfrentam muito trabalho duro e sofrimento. Se alguém investigar o tipo de vida que levam, descobrirá que o volume de dificuldade que elas enfrentam é muito maior do que o de facilidade e conforto. Quanto à vida da Outra Vida, não existirão dificuldades nem sofrimento e as pessoas viverão lá em pura alegria e prazer. Todas as causas de tristeza, dor e sofrimento que as pessoas experimentam nessa vida estarão ausentes na Outra Vida. Vamos dar uma olhada em algumas dessas causas.
Fortuna
Quando alguém pensa sobre o sucesso nessa vida, geralmente imagina grandes casas, jóias e roupas finas e carros caros; a estabilidade financeira é vista como a chave para uma vida feliz. Para a maioria das pessoas, o sucesso está inseparavelmente relacionado à fortuna, mesmo que isso esteja muito longe da verdade. Quantas vezes nós vemos as pessoas mais ricas vivendo vidas miseráveis, que às vezes as leva a cometer suicídio! A fortuna é algo que os humanos em sua natureza desejam a qualquer custo, e esse desejo foi criado para um grande e sábio propósito. Quando esse desejo não é saciado, ele causa algum nível de sofrimento. Por essa razão, Deus prometeu aos habitantes do Paraíso que eles terão tudo que imaginaram no que se refere à fortuna e bens, tanto aqueles que eram extremamente pobres, experimentando fome e sede, quanto àqueles que tinham bom padrão mas desejavam ainda mais. Deus nos dá um indício disso quando Ele diz:
“...haverá tudo que as almas podem desejar, tudo que os olhos podem se deleitar...” (Alcorão 43:71)
“Comei e bebei com deleite, pelo que adiantastes (boas ações) nos dias passados.” (Alcorão 69:24)
“...Eles serão adornados com braceletes de ouro, e vestirão trajes verdes de fina seda e brocado. Eles se reclinarão sobre coxins. Que boa [é] a recompensa! Que belo coxim para se reclinar!” (Alcorão 18:31)
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